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Mil indústrias serão capacitadas para inserção internacional


Postado em 31/10/2014

Sebrae Nacional -

Diretores Carlos Alberto dos Santos (Sebrae) e Carlos Eduardo Abijaodi (CNI).Brasília  – A implementação das ações do projeto INSERI Pequenos Negócios - Inserção Internacional Competitiva de Pequenos Negócios, que vai capacitar e prestar consultoria a cerca de mil pequenas indústrias voltadas para o mercado internacional, foi tema do Workshop Projeto Inseri nesta sexta-feira (31), na Confederação Nacional da Indústria (CNI), parceira do Sebrae na iniciativa. O diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, e o diretor de desenvolvimento industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi, participaram do evento que reuniu gestores e dirigentes de oito estados que participam do projeto.

 

“Vamos trabalhar para aumentar as exportações brasileiras. Por isso, é importante entender o papel das pequenas indústrias nas cadeias produtivas”, disse Abijaodi. Para ele será fundamental conhecer as experiências e os detalhes dos projetos em cada estado de modo que o ambiente de trabalho do workshop se estenda à esfera regional. “Há muita sinergia e ação complementar entre Sebrae e CNI. Com esse projeto vamos buscar o potencial regional de cada instituição, tendo em vista melhorias na gestão das pequenas indústrias para aumentar sua capacidade competitiva”, assinalou.


?Há muita sinergia e ação complementar entre Sebrae e CNI. Com esse projeto vamos buscar o potencial regional de cada instituição, tendo em vista melhorias na gestão das pequenas indústrias para aumentar sua capacidade competitiva?

Carlos Eduardo Abijaodi - diretor de desenvolvimento industrial da CNI

 

O diretor Carlos Alberto dos Santos reforçou a importância dos projetos do Sebrae em parceria com a CNI, que repercutem em melhorias para as pequenas indústrias. Segundo o diretor, o desafio é grande diante da conjuntura atual do setor, que está no centro de um processo de substituição de elos significativos da cadeia produtiva por itens importados. “Temos uma meta ambiciosa, mas ela se distribui nos estados, num esforço conjunto de todos”, disse, ao sugerir a participação dos empresários em feiras e rodadas de negócios internacionais, tanto no Brasil como no exterior. Carlos Alberto afirmou também que é uma meta flexível à medida que, ao longo do projeto, outros estados e setores poderão se interessar e aderir.

 

O convênio entre Sebrae e CNI foi assinado nesta semana. Por meio do INSERI Pequenos Negócios, as pequenas indústrias vão receber capacitação e consultoria para melhoria da gestão e do resultado. O workshop reúne gestores e dirigentes do Sebrae e das Federações das Indústrias dos estados do Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que participam do projeto. O objetivo é preparar as pequenas indústrias, facilitando o acesso dos empresários a serviços de suporte à sua inserção competitiva internacional. O projeto prioriza os setores de máquinas e equipamentos, produtos químicos, petróleo e gás, seguindo-se os de madeira e móveis, produtos alimentícios e metalurgia.

 

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Afif propõe novas medidas de estímulo aos pequenos negócios


Postado em 31/10/2014

Sebrae Nacional -

Ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif DomingosUna, Bahia – O limite de faturamento para efeito de enquadramento da pequena empresa no Simples Nacional – regime tributário que concede tratamento diferenciado aos pequenos negócios – poderá chegar a R$ 7,2 milhões, duplicando o teto atual vigente no Brasil. A proposta de ampliação do limite faz parte de estudo que a Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República vai apresentar em breve à presidente Dilma Rousseff, como parte do processo de aperfeiçoamento do Simples Nacional e inclui várias outras medidas para desburocratizar, simplificar e favorecer os empreendimentos de pequeno porte.

“A reforma tributária vem acontecendo de baixo para cima”, assinalou o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, ao anunciar nesta quinta-feira (30), na abertura da 14ª Convenção Nacional ABF Franchising, que vai prosseguir com uma série de medidas para facilitar ainda mais os pequenos negócios. Ele enfatizou que as empresas têm direito constitucional de tratamento diferenciado, simplificado e favorecido, ao falar para cerca de 550 franqueados e franqueadores, deputados federais e desembargadores, na Ilha de Comandatuba (BA). 


A proposta de ampliação do limite faz parte de estudo que a Secretaria Especial da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República vai apresentar em breve à presidente Dilma Rousseff, como parte do processo de aperfeiçoamento do Simples Nacional


 

Outras medidas propostas seriam a unificação das obrigações e da data de recolhimento dos tributos e um menor prazo para abrir ou fechar empresas no país. Segundo o ministro, atualmente 23% das empresas – cerca de 1,3 milhão, exceto os microempreendedores individuais – são CNPJ inativos. “Estamos testando em Brasília um novo sistema que vai possibilitar o fechamento de uma empresa sem a exigência de certidão negativa de débito. A ideia é que até o final deste ano o sistema seja disponibilizado para todo o país”, disse o ministro.

As medidas de simplificação, além da recente universalização do Simples (Lei Complementar 147/2014), envolvem ainda a criação de um Pronatec Aprendiz. O princípio constitucional do tratamento diferenciado, conforme diz o ministro, será aplicado para permitir a contratação de menor aprendiz pelos pequenos negócios. “O trabalho é uma grande escola”, disse Afif, ao lembrar que os pequenos negócios são empresas familiares, local ideal para desenvolvimento das aptidões e habilidades dos jovens brasileiros. “O Pronatec Aprendiz seria o Simples trabalhista”, definiu o ministro.

Para os Microempreendedores Individuais (MEI), que somam cerca de 4,2 milhões no país, o ministro Afif anunciou que as medidas em estudo pela sua equipe preveem também duas outras novidades: a proibição de aumento de custos na formalização do MEI e a eliminação de ônus para contratação do MEI.

Capacitação e aval

Junto com a presidente da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Cristina Franco, e o diretor-técnico do Sebrae, Carlos Alberto dos Santos, Afif Domingos participou da assinatura de dois protocolos para novas ações da parceria entre as duas instituições. Ao se referir à dificuldade de acesso a crédito pelos pequenos negócios, o ministro anunciou o Fampe Franquias, um projeto de parceria entre o Sebrae e a ABF.

O diretor Carlos Alberto explicou que com o Fampe Franquias os associados da ABF terão acesso fácil e rápido a garantias complementares, exigidas pelos agentes financeiros. Será uma versão diferenciada do Fundo de Aval das Micro e Pequenas Empresas (Fampe), operado pelo Sebrae há cerca de 20 anos e aplicado nas operações de crédito para investimento e/ou capital de giro contratadas juntos a agentes financeiros conveniados.

Outro projeto da parceria Sebrae e ABF, o Franquias Brasil vai capacitar cerca de 24 mil microfranquias, franquias, potenciais franqueados e potenciais franqueadores em gestão e franchising em 19 estados. A novidade é a utilização de games empresariais sobre gestão financeira e de pessoas, atendimento ao cliente, merchandising e publicidade, custo e preço de venda e indicadores de desempenho. O curso “Entendendo Franchising” será oferecido a franqueados e potenciais franqueadores. Os investimentos das duas instituições somam cerca de R$ 17 milhões.

A presidente da ABF, Cristina Franco, ressaltou a importância das medidas para alavancar os pequenos negócios com impactos positivos na economia. “O franchising é parte do Brasil que dá certo”, disse, ao destacar que o setor cresce historicamente com mais de dois dígitos e deve fechar 2014 com uma expansão de até 7%, seguindo o nível de países como a China. “São cerca de um milhão de empregos diretos e um empresariado forte e vibrante”, disse, na abertura oficial da convenção anual da ABF.

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Crédito ajuda empresário a construir sucesso


Postado em 30/10/2014

Sebrae Nacional -

Goiânia - A formalização profissional fez a diferença para Raimundo Gonçalves, de 38 anos, ter sucesso nos negócios. O cabeleireiro registrou atividade como microempreendedor individual faz dois anos, conseguiu construir seu próprio salão de beleza e aumentou renda. Segundo Raimundo, um crédito financeiro de R$ 25 mil pela Caixa Econômica Federal ajudou sua empresa evoluir. “E, claro, isso só possível depois de formalizar empreendimento”, conta.

Com o dinheiro, Raimundo construiu espaço exclusivo para trabalhar, já que, antes, utilizava a sala da casa de sua família para cortar cabelos dos clientes. “Na verdade, eu iniciei profissão (há 12 anos) cortando cabelos sob a sombra de uma parede da casa, em construção”, destaca.

Na época (2002), o cabeleireiro estava empregado numa usina (açúcar e álcool) de Santa Helena de Goiás (207km de Goiânia), onde mora. Ele lembra que chegava em casa por volta de cinco horas da tarde e ainda cortava cabelos de amigos e clientes. “Geralmente, eu cortava cabelos sem cobrar pelo serviço, mas fui pegando gosto e recebendo elogios pelo talento (sorri)”, observa.

Então, Raimundo fez um curso de cabeleireiro e, logo, resolveu deixar o emprego que tinha e investir na atividade. O salão ganhou não somente paredes e equipamentos básicos, mas inovações que estão garantindo um mercado cada vez mais aquecido ao empreendedor. “Dobrei meu atendimento”, revela.

Raimundo instalou ar condicionado, câmera de segurança, TV e até senha para atender seus clientes, e também agregou valor ao salão de beleza, com a venda de produtos, como bonés. “Tive orientação de um agente de desenvolvimento do Sebrae (Programa Negócio a Negócio) para implantar novidades”, explica.

Com o diagnóstico do programa, Raimundo quer promover outras melhorias para sua empresa. “Conheci várias soluções do Sebrae para qualificar finanças e visual do salão, áreas que mais preciso”, avalia.

O próprio Raimundo pode ‘ensinar’ alguns caminhos para conquistar sucesso na vida empresarial. Ele pratica a responsabilidade social na profissão cortando, gratuitamente, cabelos de crianças órfãs que vivem numa creche em Santa Helena. “Todo mês, tiro um dia para atender as crianças”, revela.

Serviço:
Programa Negócio a Negócio
Regional Sul-Sudoeste do Sebrae Goiás: (64) 3624-2755
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800

Informações à Imprensa:
Agência Sebrae de Notícias (ASN Goiás): (62) 3250-2268
Oficina de Comunicação: (62) 3225-4899



Agendamento para enquadramento no Simples Nacional começa na segunda


Postado em 01/11/2014

O agendamento da opção para a empresa em atividade que deseja enquadrar-se no Simples Nacional a partir de 2015 pode ser feito a partir de segunda-feira (3). O encerramento está previsto para 30 de dezembro deste ano.

O procedimento tem a finalidade de auxiliar as empresas que querem antecipar providências relativas à opção. Conforme representantes do Comitê Gestor do Simples Nacional, há duas possibilidades para o processo de agendamento.

A primeira é o deferimento imediato, quando não há pendências à opção. Dessa forma, a empresa estará automaticamente no Simples Nacional a partir de 1º de janeiro de 2015.

A segunda é o indeferimento, quando há pendências. As mais comuns são relativas à existência de débitos tributários com os fiscos federal, estaduais, municipais e do Distrito Federal. Havendo pendências, a empresa pode resolvê-las e, após isso, cadastrar novo agendamento.

A empresa que não fizer o agendamento ou que não conseguir resolver as pendências no prazo pode fazer a opção normal pelo Simples Nacional em janeiro de 2015.

O Simples Nacional é um regime tributário diferenciado, simplificado e administrado por um Comitê Gestor composto por quatro integrantes da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), dois dos estados e do Distrito Federal e dois dos municípios.

O Simples abrange o IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e a Contribuição para Seguridade Social destinada à Previdência Social da pessoa jurídica. Eles podem ser recolhidos mediante documento único de arrecadação.

Podem participar do Simples, as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) que não incorram em nenhuma das vedações previstas na Lei Complementar nº 123, de 2006
Para saber mais sobre o Simples existe um manual com perguntas e respostas que pode ser acessado no link [http://goo.gl/zRRxd ]

Editor Armando Cardoso


Estudantes se preparam para o Enem; exame tem 8,7 milhões de inscritos


Postado em 01/11/2014











Nas bancas de jornal, na internet, nas paradas de ônibus, as dicas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão em toda parte. Daqui a uma semana, mais de 8 milhões de candidatos farão as provas. Sozinhos ou em grupo, os estudantes se preparam na reta final para o exame.

Alunas Agatha Christy, Giovanna Simon, Bárbara Santana e o professor Marcus Vinicius falam à Agencia Brasil sobre o Enem (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

as estudantes Agatha Christy, Giovanna Simon e Bárbara Santana falam sobre o EnemFabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Luzia Cardoso tem 44 anos e está no 3º ano do ensino médio. Ela voltou a estudar por causa do filho, Jerônimo Araújo, 22 anos, queria motivá-lo. Ambos estão inscritos no Enem e juntos também se preparam. Luzia leva para casa as dicas dadas pelos professores do Centro de Ensino Médio 1 do Paranoá, no Distrito Federal, e Jerônimo mostra o que aprendeu na apostila de exercícios que comprou.

"É a primeira vez que faço o Enem, estou apreensiva. Colhendo todos os dados que posso, pedindo ajuda aos professores", conta Luzia. "Os meus irmãos todos têm faculdade. Eu quero cursar pedagogia ou psicologia, me dou bem na área, me interesso pelo comportamento das pessoas", diz. Já o filho quer fazer curso de cinema.

Para Giovanna Simon, 18 anos, este será o terceiro Enem, sendo que o primeiro fez ainda no 2º ano. Ela terminou o ensino médio no ano passado e quer cursar medicina. Concilia o estudo para o exame com o curso de técnica de enfermagem. À noite, faz cursinho em Brasília. Chega em casa, estuda e faz os exercícios. "E durmo", acrescenta.

Ela dividiu as matérias por semana e fez um plano de estudo.  A matéria preferida é biologia, ela conta que o quarto é coberto de fórmulas da disciplina nas paredes. "Vou refazer exercícios, algumas provas do Enem e a redação nessa última semana", diz. No cursinho, com as amigas, Agatha Cristhy, 18 anos, e Bárbara Santana Rosa, 18 anos, troca dicas e opiniões, principalmente sobre redação. Esta semana foi Giovanna que decidiu o tema sobre o qual escreveriam: abastecimento de água.

"Querendo ou não, amigos quando se juntam para estudar sempre acabam falando de outra coisa, sempre têm algo para contar. Melhor cada uma estudar e depois a gente senta e troca opiniões. Redação funciona, a gente escolhe um tema, uma dá dica para outra", explica Bárbara, que está cursando o 3º ano e também vai tentar uma vaga em medicina.

Agatha não esconde a ansiedade. "Está chegando! Não adianta falar que está preparada para o Enem, é preciso buscar mais conhecimento, mais dicas, buscar uma maneira de olhar para a prova e falar: eu vou conseguir passar", diz. Além das aulas que tem na escola e no cursinho, a estudante busca na internet exercícios e videoaulas. O objetivo é conseguir ingressar no curso de engenharia civil.

Em Vitória (ES), Deborah Sabará recorre aos amigos. Ela é coordenadora de Políticas da Região Sudeste da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) e  coordenadora colegiada do Fórum estadual LGBT do Espírito Santo. Divide o tempo entre a militância e reuniões de preparação para o Enem, que duram de três a quatro horas, com amigos universitários. "Pedi ajuda, principalmente na redação. Não sou muito boa em redação, mas leio muito, vejo TV, tento acompanhar os fatos, acho que isso pode me ajudar", diz.

Deborah quer cursar serviço social ou história. Ainda está em dúvida. Passar em uma universidade vai ser também ato de militância. "Travestis estão fora do processo escolar. Se eu fizer o Enem e passar ou qualquer outra passar, vai dar visibilidade e impulsionar outras pessoas a fazer".

O Enem será nos dias 8 e 9 de novembro. O exame tem 8,7 milhões de inscritos e será realizado em 1,7 mil cidades brasileiras. Para se preparar para o exame, os candidatos podem acessar o aplicativo questoesenem.ebc.com.br. O banco de questões da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) reúne itens de 2009 a 2013. O acesso é gratuito.

Editor Graça Adjuto


Delegado defende legalização das drogas para combater a violência


Postado em 31/10/2014

Para combater a violência é preciso implantar uma nova política de drogas, que contemple a legalização de todas as substâncias, já que atualmente a guerra às drogas mata mais do que o consumo delas, de acordo com o cientista político e delegado da Polícia Civil Orlando Zaccone.

Segundo ele, além da desmilitarização das polícias para diminuir o número de mortes, é fundamental que a ?irracionalidade? que envolve a questão das drogas seja desconstruída. ?Eu sou policial e participo de uma associação internacional formada por policiais a favor da legalização, como marco para reduzir a violência provocada por uma guerra que não protege o que diz que quer proteger, porque se diz que o combate ao comércio dessas substâncias é para proteger a saúde, mas em detrimento disto se produz muito mais letalidade?, destacou.

Ele diz que o Brasil foi o primeiro país a proibir a maconha, e fez isso num ato racista, já que a planta era consumida pelos escravos. Para Zaccone, a legalização vai fazer com que o mercado das substâncias deixe de ser violento.

?Você não tem um mercado de fármacos com violência - de tabaco, do álcool, nem do rivotril, nem da ritalina - porque são drogas legais. O que cria a violência não é a droga, é a proibição. O exemplo da Lei Seca nos Estados Unidos é muito claro, quando se proibiu o álcool nos Estados Unidos o resultado da violência foi que crianças morriam sem nunca ter usado álcool, porque estavam no meio da briga de gangues, do Al Capone?, ressaltou.

O delegado acredita que a regulamentação levará os índices de homicídio no Brasil a caírem drasticamente. ?Todo mundo fica com medo - 'ah, vai aumentar o roubo, porque eles [os traficantes] não vão mais poder ganhar a sua subsistência no tráfico e vão partir para outros crimes'. Mas pouco se fala dos índices que vão ser reduzidos, e o homicídio é um deles. Não se cobra dívida de bar matando a pessoa, mas na 'boca' se cobra com morte. A competição no mercado lícito se dá através de outras práticas, que não são vistas no mercado ilícito, onde uma gangue quer invadir o território da outra com armamento militar. E a polícia também é jogada numa tragédia, dentro de um ambiente de violência e corrupção que ela não tem como resolver?, acrescentou.

Zaccone rechaça a ideia de que a legalização aumentaria o consumo de drogas, e lembra que a substância que teve uma política pública forte no Brasil, o tabaco, teve redução no consumo.

?Foi a única droga que teve uma política pública, com proibição da propaganda do tabaco, restrição dos locais de consumo, informação ao consumidor dos danos, da lesividade daquele produto e uma parceria da sociedade. Hoje, não se vê mais ninguém fumando numa novela, mas tomando uma cervejinha é o dia inteiro. Então, regulamentando todas as drogas e fazendo com que exista política pública, proibindo propaganda, restringindo local de consumo, controlando, fiscalizando, a gente vai conseguir reduzir o consumo dessas drogas. O proibicionismo, além de não reduzir o consumo, ainda cria outros problemas como o aumento dos índices de violência, de corrupção. Então, não chegamos a lugar nenhum?, explicou.

 

 

Editor Stênio Ribeiro